sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Destruição de arsenal na Síria é um processo muito caro, diz especialista

Destruição de arsenal na Síria é um processo muito caro, diz especialista

Olivier Lepick também afirmou que destruição será longa e complicada.
'Ninguém sabe quem vai pagar as centenas de milhares de dólares', disse.

 

A destruição do arsenal químico sírio por parte de inspetores internacionais é possível, mas será um processo "muito caro, muito longo e muito complicado", afirma Olivier Lepick, especialista da Fundação para a Pesquisa Estratégica, uma organização com sede em Paris.
O plano russo para controlar e destruir o arsenal químico da Síria "é realizável", mas "levará muito tempo".
"Será, sem dúvida, uma tarefa de vários anos fazer o inventário, colocá-lo sob controle e depois desmantelá-lo e destruí-lo", declarou o especialista em uma entrevista concedida à AFP.

"A Rússia, que possui 40 mil toneladas de armas químicas, e os Estados Unidos, que têm 30 mil toneladas, começaram a destruir seus arsenais químicos no fim dos anos 1990", explicou Lepick. Mas este processo ainda não acabou e os dois países "só o terminarão provavelmente no fim desta década ou no início da próxima, o que demonstra a dificuldade" da operação.
Várias razões fazem com que o processo de destruição de armas químicas leve tanto tempo.
"Destruir um arsenal de armas químicas é muito complicado", já que "estas armas são particularmente perigosas" e "as substâncias que contêm são altamente tóxicas, o que exige que se tome um certo número de precauções relacionadas tanto à segurança das pessoas quanto à proteção do meio ambiente".
"Para isso é preciso utilizar infraestruturas construídas especificamente no local no qual se encontram para poder destruí-las', já que 'a convenção internacional contra as armas químicas obriga que sejam destruídas no território da nação que as fabricou", explicou Lepick.
Além disso, "as Nações Unidas e a OIC (Organização para a Proibição de Armas Químicas) não enviarão seus inspetores ao local sem terem podido garantir previamente e de maneira absoluta sua segurança" e, "sem dúvida, atualmente esta segurança não está garantida" na Síria.
Em relação ao custo total que este processo poderia ter, Lepick afirmou que "a destruição de várias centenas de toneladas de agentes químicos do arsenal sírio custará provavelmente várias centenas de milhares de dólares".
"Se a Síria aderir à OIC, será necessário destruir estas armas na Síria e, portanto, construir as infraestruturas necessárias e enviar ao país inspetores internacionais para que verifiquem que as armas foram destruídas efetivamente", lembrou.
"Neste momento, ninguém sabe quem vai pagar as centenas de milhares de dólares necessários para a operação", concluiu.
EDIÇÃO ;WILSON SANTOS

Nenhum comentário:

Postar um comentário