domingo, 21 de julho de 2013

Claudia Leitte S/A: como a cantora virou uma empresária inovadora

Claudia Leitte S/A: como a cantora virou uma empresária inovadora

A musa loura do axé também é a mulher de negócios que trata sua imagem de artista de modo profissional

FELIPE PATURY, TERESA PEROSA E LEONEL ROCHA
21/07/2013 11h25 - Atualizado em 21/07/2013 11h33
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CRESCIMENTO A cantora Claudia Leitte.Há dois anos, ela trabalhava em campanhas para duas marcas. Agora são 12 (Foto: André  Schiliró/ÉPOCA)
São tantas e tão extensas as contribuições da Bahia à música brasileira que é possível afirmar que, sem elas, a MPB simplesmente não existiria. Seria possível reconhecer o cancioneiro nacional sem samba e Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso, Gilberto Gil e Novos Baianos, trios elétricos e Olodum? Certamente, não. Há duas décadas, a MPB tornou-se tributária também do axé, um ritmo carnavalesco recebido, a princípio, com desconfiança e uma boa dose de preconceito pelo resto do país. Na voz de Daniela Mercury, o axé atravessou, no princípio dos anos 1990, as divisas da Bahia. Com Ivete Sangalo, consolidou-se como um gênero respeitável, na década seguinte. Agora, é Claudia Leitte, a musa loura do axé, quem apresenta sua contribuição. E ela está no campo dos negócios. Claudia profissionalizou sua empresa de uma forma que pode inspirar – e, quem sabe, até transformar – a gestão do showbiz no país.
>>Claudia Leitte: "Vendo alegria"

A 2Ts, fundada por Claudia há um ano, tenta transformar o relacionamento dos músicos com o mercado publicitário. Os anunciantes, as agências e a receita que eles podem trazer ainda são encarados como uma questão secundária pela maior parte dos artistas. É uma herança dos anos em que a venda de discos enriquecia artistas. Essa lógica ruiu quando surgiram os MP3, no início dos anos 2000. A indústria fonográfica foi devastada. Os cantores converteram os shows em base de seu faturamento. Começou a era dos cachês. Hoje, os bem-sucedidos ganham fortunas com apresentações quase diárias, sustentadas por uma agenda extenuante de viagens. Essa rotina implica desgaste físico e uma superexposição capaz de arruinar carreiras. Claudia pode ter encontrado a saída para essa armadilha nas antes subestimadas oportunidades da publicidade. Para isso, adotou uma nova postura diante dos anunciantes, mais propositiva e provocadora.

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