Ao final do primeiro trimestre de 2003, ou seja, há 10 anos, o Brasil tinha pouco mais de US$ 17 bilhões na conta das reservas internacionais. Sim, apenas US$ 17 bilhões. Na época, o país havia passado por uma gravíssima crise de confiança e os investidores estrangeiros (e de outras categorias também) saíram do Brasil levando o que foi possível dos cofres do Banco Central. Não fosse a ajuda de US$ 40 bilhões do FMI à época, a história seria bem mais triste de contar.
Hoje a situação é bem diferente, ora. Temos mais de US$ 370 bilhões de reservas internacionais. Esse dinheirão todo foi sendo coletado pelo BC nos anos de bonança internacional e, mesmo depois de 2008, foi possível seguir acumulando porque o dólar ficou barato demais. Foi uma estratégia acertada do BC. As reservas são “reservas” mas são também escudo e espada.
Agora, esses dólares têm feito o papel de escudo, tentando proteger o Brasil do movimento internacional de valorização da moeda americana e de si próprio. O país está longe da crise de confiança vista em 2002. Mas não há nada que impeça qualquer economia de se atropelar – vide Argentina.
Em audiência pública no Senado Federal nesta terça-feira (18), o presidente do BC, Alexandre Tombini, deu alguns recados importantes.
“Está ocorrendo um reposicionamento (no mercado internacional). Um período de transição que pode ser muito longo”, disse ao comentar as expectativas sobre uma mudança na condução da economia americana. Ao admitir essa “longevidade” de arrumação, Tombini assume que seu trabalho tomará tempo.
“Estamos sempre preparados para extrair volatilidade do mercado quando ela é excessiva”, lembrou Tombini sobre o poder e a disposição do BC em buscar equilíbrio do mercado, mesmo que isso signifique aceitar um dólar mais alto – mas sem sobressaltos agressivos. O recado aqui é para quem quiser aconselhá-lo a segurar a porteira com as mãos.
“Esta e outras iniciativas se inserem no entendimento de que o combate à inflação servirá para aumentar a confiança dos brasileiros”, concluiu o presidente do BC. Aqui, Tombini assumiu que, além de contar com uma reserva mais parruda em dólares, o Brasil precisa rapidamente resgatar a confiança, não só dos brasileiros, mas de quem investe no país.
A confiança é ativo que não compõe as reservas internacionais mas que funciona melhor do que muitos dólares na conta. Até porque, para confiança, ou para a falta dela, não há limites. Para os cofres do BC, já não se pode dizer o mesmo
Hoje a situação é bem diferente, ora. Temos mais de US$ 370 bilhões de reservas internacionais. Esse dinheirão todo foi sendo coletado pelo BC nos anos de bonança internacional e, mesmo depois de 2008, foi possível seguir acumulando porque o dólar ficou barato demais. Foi uma estratégia acertada do BC. As reservas são “reservas” mas são também escudo e espada.
Agora, esses dólares têm feito o papel de escudo, tentando proteger o Brasil do movimento internacional de valorização da moeda americana e de si próprio. O país está longe da crise de confiança vista em 2002. Mas não há nada que impeça qualquer economia de se atropelar – vide Argentina.
Em audiência pública no Senado Federal nesta terça-feira (18), o presidente do BC, Alexandre Tombini, deu alguns recados importantes.
“Está ocorrendo um reposicionamento (no mercado internacional). Um período de transição que pode ser muito longo”, disse ao comentar as expectativas sobre uma mudança na condução da economia americana. Ao admitir essa “longevidade” de arrumação, Tombini assume que seu trabalho tomará tempo.
“Estamos sempre preparados para extrair volatilidade do mercado quando ela é excessiva”, lembrou Tombini sobre o poder e a disposição do BC em buscar equilíbrio do mercado, mesmo que isso signifique aceitar um dólar mais alto – mas sem sobressaltos agressivos. O recado aqui é para quem quiser aconselhá-lo a segurar a porteira com as mãos.
“Esta e outras iniciativas se inserem no entendimento de que o combate à inflação servirá para aumentar a confiança dos brasileiros”, concluiu o presidente do BC. Aqui, Tombini assumiu que, além de contar com uma reserva mais parruda em dólares, o Brasil precisa rapidamente resgatar a confiança, não só dos brasileiros, mas de quem investe no país.
A confiança é ativo que não compõe as reservas internacionais mas que funciona melhor do que muitos dólares na conta. Até porque, para confiança, ou para a falta dela, não há limites. Para os cofres do BC, já não se pode dizer o mesmo
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