Prefeitura de SP diz que vai processar suspeito de depredar prédio histórico
Estudante de arquitetura quebrou vidros da porta do prédio em protesto.
Jovem reconheceu à polícia que errou e disse que pagará pelo estrago.
O estudante deve responder à Justiça por danos morais, segundo a Prefeitura. O jovem usou grades de ferro que separavam o prédio da Prefeitura dos manifestantes para quebrar os vidros da porta do edifício, que é protegido pelo patrimônio histórico. Câmeras registraram o momento em que um homem com uma máscara, que a polícia diz ser Pierre Ramon, dá pontapés nos vidros.
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O estudante disse ainda ter confessado os seus atos à polícia e pediu a compreensão da opinião pública. “Eu fui de cara limpa, eu vim aqui, eu confessei, não mascarei nem nada. Eu peço que quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra”, declarou.
A Polícia Civil analisa as imagens gravadas durante o protesto para prender outras pessoas que praticaram vandalismo. Os investigadores já identificaram pelo menos outros 12 suspeitos. Dos 69 detidos, oito são adolescentes. Desse total, 14 tinham passagem pela polícia por roubo, tráfico e extorsão. Eles irão responder por roubo qualificado e dano ao patrimônio público.
Histórico
Poucos antes das 19h de terça-feira, os manifestantes se concentraram em frente à Prefeitura. A única barreira entre eles e o prédio eram cercas de ferro, que foram tombadas. Sem barreiras, os guardas municipais tentaram evitar a invasão da Prefeitura.
Os guardas-civis entraram e um grupo de vândalos começou a depredar o prédio. O grupo foi para a lateral do prédio e tentou arrombar a porta com um poste de ferro. Pedras quebraram os vidros das janelas. Nas imagens gravadas, é possível ver claramente o rosto de um rapaz de camisa azul. Enquanto isso, outros baderneiros pichavam o prédio. Depois, os vândalos atearam fogo em um carro de reportagem de uma emissora de televisão.
O grupo violento deixou a Prefeitura e passou a atacar o comércio da região central. Vinte e nove pontos comerciais entre lojas e bancos foram danificados no centro histórico. As imagens da violência foram gravadas.
De repente, os vidros foram quebrados e dezenas de vândalos invadiram um banco, na Praça do Patriarca. Em minutos, a agência foi destruída, equipamentos foram quebrados e levados embora.
O Theatro Municipal, tombado pelo Patrimônio Histórico, foi pichado. Uma concessionária de veículos, na Rua Augusta, também não escapou. Ao ver o prejuízo, um comerciante dono de uma relojoaria ficou desolado. “Vontade de chorar, viu? A gente batalha para ter alguma coisa aí e vem esses vândalos, aí. Não tem nem como comentar. Difícil, difícil”, disse o comerciante Yoshio Tamai.
Na Avenida Paulista, a equipe de reportagem do SPTV flagrou vários jovens saqueando uma banca de revistas.
EDIÇÃO WILSON SANTOS
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