04/11/2013 14h10
- Atualizado em
04/11/2013 14h40
Crise levanta dúvidas sobre direção política do país, segundo o jornal.
Petroleira de Eike pediu recuperação judicial na semana passada.
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“Deve haver momentos na carreira de todo político que os faz ter calafrios ao relembrá-los. Para a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, um deles deve ser o dia de abril do ano passado quando ajudou o falido empreendedor Eike Batista a comemorar o ‘primeiro óleo’ do que hoje são seus falidos campos na costa do Rio de Janeiro”, diz o jornal.
Eike ainda era, na ocasião, o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada em mais de US$ 30 bilhões, investidos em empresas de petróleo, mineração, energia e logística. “Era o auge do relacionamento entre Batista e o governo”, diz o jornal.
(Foto: Reprodução)
“A ascensão de Eike Batista deu credibilidade às afirmações do PT de que suas políticas econômicas estatistas eram simultaneamente amigáveis ao mercado. A queda de Eike fará o partido mais ou menos intervencionista?”, questiona a publicação. “A resposta será crítica para a prosperidade futura do Brasil”.
A reportagem aponta ainda que o relativo silêncio do governo sobre o colapso de Eike é uma surpresa para alguns, que pensavam que o império “X” era “grande demais para quebrar”. “Mais provavelmente, Brasília percebeu cedo que o castelo de cartas de Batista era precário demais para ser salvo”, diz o texto.
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Recuperação judicialA petroleira OGX, controlada por Eike Batista, entrou na quarta-feira (30) com pedido de recuperação judicial. O pedido foi feito pelo advogado Sergio Bermudes.
A medida já vinha sendo aguardada pelo mercado, com a proximidade do fim do prazo para que a empresa agisse e evitasse um calote formal de sua dívida. O processo de recuperação judicial da petroleira é o maior da história de uma empresa latino-americana, segundo dados da Thomson Reuters.
A recuperação judicial é um instrumento da legislação brasileira que permite que empresas que perderam a capacidade para pagar suas dívidas possam continuar operando enquanto negociam com seus credores, com a mediação da Justiça, para tentar evitar a quebra definitiva.
O prazo para que os credores aprovem esse plano é de 180 dias (também contados a partir do despacho do juiz). Se o plano não for aprovado em assembleia, a empresa quebra, e o juiz decreta falência. Aprovado o plano, ele é implementado e precisa ser seguido à risca BLOG WILSON SANTOS
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