22/09/2013 12h27
- Atualizado em
22/09/2013 12h27
Conferência seria mediada pelos Estados Unidos e pela Rússia.
Guerra civil na Síria dura dois anos e meio e deixou milhares de mortos.
a participar de negociação em Genebra
(Foto: Ozan Kose/AFP)
Foi o primeiro compromisso claro da coalizão, apoiada por países ocidentais e árabes, para participar da conferência proposta, mediada pelos Estados Unidos e pela Rússia. A coalizão estava relutante em participar, especialmente depois de um ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou centenas de pessoas em Damasco.
Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, obtida pela Reuters e datada de 19 de setembro, Jarba diz que a coalizão "reafirma a sua vontade de se envolver em uma futura Conferência de Genebra".
Mas " todas as partes devem concordar ... que o objetivo da conferência será o estabelecimento de um governo de transição com plenos poderes executivos", conforme estipulado na primeira rodada de conversações internacionais sobre a Síria em Genebra no ano passado.
Rebeldes e opositores políticos do presidente da Síria, Bashar al- Assad, também insistiram que ele não deve desempenhar qualquer papel em um governo de transição. Mas o presidente minimiza as perspectivas de que vá transferir quaisquer poderes.
Na carta, Jarba apelou ao Conselho de Segurança para tornar qualquer resolução sobre um acordo russo-americano para a destruição de armas químicas de Assad sujeita ao "Capítulo 7" da carta da ONU, o que poderia autorizar o uso da força em caso de não cumprimento.
Jarba também convidou o Conselho a tomar as "medidas necessárias" para impor um cessar-fogo no país e a libertação de milhares de ativistas pacíficos.
A oposição e seus aliados ocidentais e árabes dizem que Assad está por trás do ataque com armas químicas que atingiu áreas rebeldes de Damasco. Assad acusa os rebeldes de terem promovido o ataque.
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