quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Clara Leal foi nomeada diretora interina após uma série de problemas. Interventora diz que estuda real situação para estabelecer medidas.

De imediato, precisamos reabrir ...

Clara Leal foi nomeada diretora interina após uma série de problemas.
Interventora diz que estuda real situação para estabelecer medidas.

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Hospital Estadual Dirceu Arcoverde é o maior centro médico do Litoral do Piauí (Foto: Patrícia Andrade/G1)Hospital Estadual Dirceu Arcoverde é o maior centro médico do Litoral do Piauí (Foto: Patrícia Andrade/G1)
A enfermeira Clara Leal, nomeada pela Secretaria de Saúde do Piauí para o cargo de interventora do Hospital Dirceu Arcoverde (Heda) em Parnaíba nesta terça-feira (10), afirmou que a primeira providência que deve tomar é a reabertura da emergência do hospital. A nomeação de Clara Leal para a direção interina do hospital se deu após uma série de problemas causados pela paralisação da classe médica.
“O Heda é uma hospital de referência para a região. Um local que deve ter a porta de sua emergência aberta para receber os pacientes. De imediato, precisamos reabrir a emergência do local que não pode ficar com as portas fechadas”, disse.“Estou procurando conhecer a situação do hospital para adotar uma agenda de trabalho, também estou coletando dados e me informando dos problemas pelos quais ele está passando. Tenho como meta priorizar os problemas mais graves para adotar metas e planos para médio e longo prazo”, relatou.A diretora interina que deve assumir o Heda no dia 12 explicou que está se inteirando sobre a real situação do hospital para poder adotar um plano de ações concretas a curto, médio e longo prazo.
O hospital que atende a pelo menos 11 cidades da região litorânea do estado vive o efeito da paralisação dos médicos desde o dia 1º de setembro. Além do atendimento da emergência ser suspenso, a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do local também foi chegada neste domingo (8), fato que levou a secretária municipal de saúde, Maria do Amparo Coêlho, e o procurador do município Fábio Silva Araújo a registrar um boletim de ocorrência na 1º Distrito Policial da cidade.
Sobre o ocorrido, a secretária municipal de saúde informou que o fechamento da UTI representava um “crime” contra a população, devido o fato do local ser o único para atender a região. “O local é responsável pelo atendimento de pacientes não só de Parnaíba, mas também, de cerca de outros 10 municípios da região. Ele é o único hospital de referência para atender a parte litorânea do estado e fechar a sua UTI é um atentado contra a população. decidimos registrar um B.O. porque essa paralisação pode configurar vários crimes, entre eles, omissão de socorro”,.
A situação também levou a Defensoria Pública da cidade a ingressar com uma ação civil pública para garantir o atendimento no Heda. Além da solicitação do Ministério Púbico Estadual à Polícia Federal para abrir um inquérito para apurar a possível omissão de socorro médico e ainda outras irregularidades no hospital, notícia mostrada pelo G1 no dia 5 de setembro.

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