sábado, 20 de julho de 2013

A onda do pôquer no Brasil

A onda do pôquer no Brasil

Reconhecido como esporte mental, o jogo já atrai cinco milhões de competidores no País, deixando para trás modalidades mais populares como truco e buraco

Natália Mestre

Acostumado a sentir a adrenalina de disputar uma final de Copa do Mundo ou dos Jogos Olímpicos, por exemplo, um time de atletas campeões, como o tenista Rafael Nadal, o ex-jogador Ronaldo, os astros do vôlei Murilo, Rodrigão e Giovane, o nadador Fernando Scherer, o Xuxa, o piloto de stock car Thiago Camilo e a saltadora Maurren Maggi, vem provando dessa mesma euforia ao se aventurar pelas mesas de pôquer. “O jogo é mais um desafio que me empolga. Tenho que ler o jogo, os adversários e escolher o melhor caminho para vencer”, diz Ronaldo. Além de fã do esporte, ele é o novo embaixador do PokerStars, o maior site de pôquer online do mundo (www.pokerstars.com/br). A lista dos adeptos inclui nomes como os dos estilistas Sérgio K e Ricardo Almeida, a empresária Lucilia Diniz, o apresentador Otávio Mesquita e o arquiteto João Armentano.
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ASTROS
Ronaldo e Nadal estão engajados em divulgar o pôquer

 
Assim como eles, milhões de brasileiros estão descobrindo o prazer – e a possibilidade de ganhar dinheiro – com as cartas. Tanto que o Brasil hoje figura como o oitavo país onde a presença do esporte é mais representativa, graças aos quase cinco milhões de jogadores, segundo a Confederação Brasileira de Texas Hold’em, a modalidade mais popular do jogo. “É um crescimento impressionante se pensarmos que em 2005, quando se tem notícia dos primeiros grupos de pôquer no País, havia cerca de 200 jogadores”, explica Igor Federal, presidente da entidade. “Só a última etapa do campeonato brasileiro, no ano passado, contou com mais de 1,6 mil inscritos e arrecadou cerca de R$ 2,4 milhões em prêmios”, conta. Batizado de Brazilian Series of Poker, a competição já reuniu mais de 22 mil jogadores desde o seu início. O Brasil também consta do calendário do glamoroso LAPT – Latin American Poker Tour.
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O pôquer é considerado o jogo de cartas mais popular do mundo e a modalidade Texas Hold’em nasceu em 1931, nos Estados Unidos. Aos poucos, o esporte foi conquistando cada vez mais adeptos, especialmente com a notícia de que Chris Moneymaker, um contador americano de 27 anos que tinha se inscrito por míseros US$ 39 no World Series of Poker de 2003, o equivalente à Copa do Mundo do Pôquer, havia contrariado todos os prognósticos: deixou mais de 800 competidores para trás, saindo vencedor do evento, com US$ 2,5 milhões no bolso. O boom aconteceu de vez quando as partidas passaram a ser transmitidas pela televisão, em 2006. No Brasil, por muito tempo o pôquer foi malvisto, tratado como jogo de azar. O estigma caiu em 2010, quando foi reconhecido como esporte mental, assim como o xadrez e a dama, pela Federação Internacional dos Esportes da Mente. Hoje integra o Calendário Esportivo Nacional do Ministério do Esporte. “O jogo estimula o raciocínio porque exige concentração, cálculo de probabilidades e leitura de comportamento”, defende Igor Federal. Em 2011, a revista americana “Forbes”, especializada em economia, estampou um artigo intitulado “Por que o pôquer é melhor do que uma faculdade de negócios”. Em linhas gerais, o texto comprovava que o jogo estimula as mesmas habilidades intelectuais fundamentais para o sucesso nos negócios.

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