segunda-feira, 8 de julho de 2013

08/07/2013 20h45- Atualizado em 08/07/2013 20h46

60 pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de bicicleta em Teresina

Entre os anos de 2007 e 2011 294 ciclistas foram atropelados e mortos.
Última vítima morreu na quinta-feira (4) na PI-113 em José de Freitas.

Do G1

Cerca de 60 pessoas morrem todos os anos vítimas de acidente de bicicleta em Teresina, a maioria por falta de ciclovia na capital. A falta de estrutura nas ruas torna a prática do ciclismo um risco de vida. A cidade possui apenas 51 quilômetros de ciclovias e ciclo faixas e parte delas cheias de buracos. Por conta disso, muitos ciclistas preferem se arriscar no asfalto.

Segundo um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Piauí (Detran-PI), entre 2007 e 2011 294 ciclistas foram atropelados e mortos e 1.211 ficaram feridas, isso equivale a uma média de 60 motes e 242 feridos por ano. A última vítima morreu na quinta-feira (4) na PI-113, entre Teresina e José de Freitas. O ciclista Oswaldo Marques de Sousa foi colhido por um ônibus quando tentou desviar de um buraco no acostamento e o motorista do veículo não prestou socorro.

Todos os finais de semana um grupo de ciclistas se reúne para pedalar. Eles treinam especificamente para participar de competições. O espaço ideal seria um velódromo, mas como na cidade não existe eles acabam se arriscando em uma rodovia dividindo espaço com os carros.

A BR-343 é uma das poucas rodovias que cortam a cidade e possui um acostamento que permite a circulação de bicicletas em segurança, mesmo assim os ciclistas não se sentem seguros. “Temos que treinar se arriscando. Temos que entregar pra Deus”, disse Manoel do Carmo.

Para Lidiana Alves, seria melhor se existisse um local especifico para ciclismo. “Seria bem melhor se tivéssemos um velódromo na capital, pois sem isso os acidentes continuaram acontecendo e fazendo mais vítimas”, contou.

De acordo com Alberto Alves, diretor da Federação do Ciclismo no Piauí, com um local adequado os atletas poderiam se profissionalizar mais e, dessa forma, preservando a vida. “Estamos impedido de treinar pela falta do espaço. Quem arrisca praticar o esporte tem que correr o risco de acidentes. Se tivéssemos um local apropriado poderíamos ter atletas mais preparados e o esporte seria mais forte no estado”, argumentou.

O secretário de esportes e lazer de Teresina afirma que a prefeitura está negociando a construção de um velódromo na Zona Leste, mas que enquanto isso, no próximo mês a prefeitura inicia dois projetos de circuitos para ciclismo nas avenidas Raul Lopes e Marechal Castelo Branco.

“Existe uma negociação com a Universidade Federal do estado para que possamos fazer a instalação dele em frente ao setor de esportes do local. Serão 7mil metro quadrado de velódromo e junto com isso estamos fazendo o circuito que é pra ser inaugurado em agosto”, afirmou Galba Coêlho.

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